Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
Por terra, mar e ar... o crime continua.

 

São conhecidos casos de prisões ilegais e torturas a suspeitos de "terrorismo", noção na qual, como se sabe, cabe tudo e todos que desafiem o imperialismo, em prisões espalhadas por um conjunto de países, sendo a mais célebre a prisão de Abu-Ghraib no Iraque, mas igualmente em países europeus.

 

São igualmente conhecidos as passagens de aviões da CIA, com prisioneiros rumo à tortura, não somente pelo espaço aéreo europeu, mas igualmente aterrando em aeroportos de países da UE, entre os quais Portugal.

 

Agora, a moda imperial privilegia os barcos. De resto, não sei como não pensaram nisso antes, as águas internacionais são, por motivos óbvios, um local de eleição para a prática de crimes contra a humanidade.

 

A denúncia veio da organização britânica Reprieve, que já havia denunciado outras situações, nomeadamente os aviões em território português. Vários documentos da Reprieve sobre este tema podem ser lidos aqui, aqui, aqui e aqui.




A Igreja, o Estado, o Código de Trabalho e o Ópio do Povo

Não faltam exemplos das relações entre a Igreja e o Estado, em Portugal como noutros países. Por cá, da Concordata à submissão aos interesses da Igreja, aos capelões nos hospitais e prisões, à disciplina de Religião e Moral Católica nas Escolas...

Para não falar dos financiamentos indirectos à Igreja, por parte do Estado, via IPSS's da Mesericórdia, por exemplo, ou o Ensino Superior Particular e Cooperativo, etc.

 

Claro está, não chega, nem à Igreja, nem ao Estado, nem ao capital. E, de resto, há que agradecer os pequenos favores, que não vêm só do divino, mas também dos sucessivos Governos. Há que dar, portanto, ópio ao povo.

 

Assim, temos a Diocese do Porto a ajudar o Governo na ofensiva aos trabalhadores, corporizada na proposta governamental de revisão do Código de Trabalho.

 

Visto que o Governo não o consegue, nada como os beatos amigos organizarem umas sessões com Vieira da Silva para elucidar os crentes, com palavras bonitas.

 

É sempre agradável quando os papéis de classe se clarificam...

 

PS: Irá João Proença a este debate também?



Publicado por Alfredo às 22:38
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Essencialmente, para o que me for apetecendo. Ideias sobre a sociedade, coisas da sociologia, análise de questões políticas... Comentários à actualidade, assuntos pessoais relativizados e quando me apetecer, também dá para chatear alguém.
Sociólogo, 28 anos, residente em Coimbra. Bolseiro de investigação na área do insucesso e abandono escolares no Ensino Superior. Mestrando em "Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo".
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