Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007
Breves notas sobre o Kosovo, a autodeterminação e a soberania



Ultimamente, por maus motivos, tem-se falado muito no Kosovo que, é esperado, declarará unilateralmente a independência da Sérvia, a partir de 10 de Janeiro de 2008. Geralmente, como seria de esperar, tem-se falado muito e tem-se falado mal, por intenção ou ingenuidade.

 

Dito deste modo, poderia parecer que considero "maus motivos" falar-se da independência de um povo. Como é óbvio, não é o caso. Aliás, um dos aspectos curiosos neste assunto é a aparente inversão de ideais que parece grassar nos favoráveis e contrários à independência do Kosovo.


Deste modo, é interessante notar que aqueles que mais ferreamente sempre lutam contra a autodeterminação dos povos, leia-se direita e amplas franjas de uma certa esquerda, agora a defendem; do outro lado, que a esquerda a sério, mais a autodenominada esquerda democrática (leia-se PS e facção social-democrata do Bloco) e esquerda meio-termo (leia-se facção esquerdista do Bloco), agora sejam contra.


Ou seja, que quem defende a autodeterminação curda, palestiniana, basca ou corsa, por exemplo, é agora (unicamente) contra a kosovar, defendendo a soberania sérvia. E que quem nunca defendeu a autodeterminação desses mesmos povos, em nome da soberania dos países onde se "integram", agora defenda (unicamente) a dos kosovares.

 

Poder-se-ia sugerir, à partida, que existiria uma contradição entre soberania de um país a autodeterminação de povos que aí residam, semelhante à (suposta) contradição entre liberdade e igualdade. Seria, portanto, necessário decidir qual o ideal a defender. No entanto, estas são contradições no mínimo simplistas, no máximo puramente falsas.


Parece contraditório defender simultaneamente autodeterminação e soberania?

Não é. Porquê? Porque não existe um povo kosovar.

 

Posto simples e directo, aprofunde-se um pouco a questão. Noto no entanto, desde já, que não procuro fazer uma análise exaustiva da questão jugoslava, apenas sobre este aspecto específico da independência do Kosovo. A quem interessar o tema, aconselho vivamente a leitura de duas obras: "Quem Matou a Jugoslávia" de Milan Rádos, e "Cruzada de Cegos" de Diana Johnstone, entre outras naturalmente dignas de mérito (quando comecei a redigir este texto, tencionava deixar um link para um ensaio sobre o tema, da minha autoria, que agora lamentavelmente não consigo encontrar...).


Como é óbvio, não poderia nunca deixar de apoiar a autodeterminação de qualquer povo. Apoio a autodeterminação palestiniana, basca, corsa, curda e quaisquer outras de um povo, que efectivamente o seja. Ora, no Kosovo há sérvios e há albaneses, kosovares são mito para justificar uma independência injustificável por quaisquer critérios que não sejam o mais puro imperialismo.

 

Não entrando numa análise do papel do imperialismo europeu e norte-americano no desmembramento da Jugoslávia (tal, como referi, podem aprofundar nos textos suprareferidos), certo é que a independência do Kosovo inscreve-se precisamente no penúltimo passo deste processo de demolição de um Estado federado soberano, tendo o primeiro passo sido dado com a Eslovénia e sendo o último, prevê-se, a Vojvodina.

 

A Jugoslávia de construção socialista, não se vergava ao imperialismo. Mesmo nos seus últimos tempos, resistia à ofensiva europeia e norte-americana, sendo o centro dessa resistência, dentro da Jugoslávia, a Sérvia, e as suas partes mais frágeis a Eslovénia e a Croácia. Ora, não conseguindo vergar a Jugoslávia una, o imperialismo virou-se para uma estratégia tão antiga como a própria guerra: dividir para reinar.

 

Daí se iniciou o desmembramento, de início com a secessão da Eslovénia seguida da Croácia, e posteriormente da Bósnia. Daí se geraram as guerras dos Balcãs, onde amíude se falsamente retratou o povo Sérvio como assassinos bárbaros e os demais como pobres oprimidos, ignorando-se conveniente e deliberadamente que os primeiros confrontos servo-croatas se iniciam com o genocídio e deportação dos sérvios residentes na Croácia, o mesmo tendo posteriormente ocorrido com os sérvios-bósnios.

 

Em rigor, podemos no que toca a estes conflitos e secessões, falar em povos que "quiseram" (quereriam mesmo?) a sua independência. Porque quaisquer deles, croatas, eslovenos ou bósnios, eram efectivamente povos prévios à criação da Jugoslávia. O mesmo se aplica à recente independência do Montenegro. Na verdade, a questão quanto aos bósnios é mais discutível, uma vez que o seu território foi historicamente povoado e disputado ora por sérvios ora por croatas, sendo deste modo os bósnios uma mistura dos dois outros, que na Jugoslávia viria a ser definido como um povo em função da religião, muçulmana (aliás, quanto a mim, erro crasso da governação federal jugoslava, mas isso é outra discussão).

 

Ora, quanto ao Kosovo, o mesmo se podendo dizer da Vojvodina, este pressuposto, quanto a mim essencial se pretendemos falar em autodeterminação, não se verifica. Aliás, o facto de na Jugoslávia, os outros serem Repúblicas e estes Províncias, já será um pouco esclarecedor.

 

Kosovo e Vojvodina são dois territórios de há muito sérvios que, na Segunda Guerra Mundial, foram entregues pela Alemanha Nazi, respectivamente, aos regimes fascistas colaboracionistas da Albânia e Hungria. No decorrer da Segunda Guerra, sendo a Sérvia a única região balcânica que não se ajoelhou e adoptou o fafascismo colaborador, foi pelo Eixo castigada, sendo partes do seu território entregues à Croácia, Albânia, Hungria, Macedónia e Bulgária.

 

Ora, é precisamente neste contexto, que duas regiões sérvias passam para controle de outras nações, que nos anos que durou o conflito mundial, erradicaram a população sérvia existente, substituindo-a por albaneses no Kosovo e húngaros na Vojvodina. Com o fim da Segunda Guerra e a vitória, nos Balcãs, dos partisans de Tito, a Jugoslávia reformou-se, passando a integrar novamente estas duas províncias, como autónomas na Jugoslávia mas pertencentes à Sérvia.

 

Deste modo, o que daqui se conclui é que Kosovo e Vojvodina são inequivocamente território sérvio, e que não existe, nem existiu, qualquer povo kosovar, antes albanês. Que obviamente, na minha opinião, tem todo o direito em lá residir, mas não tem de modo algum o direito a exigir a independência de um território para o qual imigrou.

 

A força que muitos fazem pela independência do Kosovo inscreve-se na acção imperialista da Europa e Estados Unidos, após o desmembramento. Efectivamente, após o ajoelhar da Croácia e Eslovénia, com a Bósnia ocupada por "forças de paz", a Sérvia viria a manter-se resistente aos ímpetos imperiais. Tornou-se, portanto, necessário encontrar novos meios de continuar a dividir a região. A solução encontrada foi, como se sabe, a farsa da limpeza étnica no Kosovo que, tal como no passado, teve como início do conflito o ataque à população sérvia, servindo a seguinte retaliação do exército como motivo para o ataque da NATO, que viria a ocupar a região para preparar a secessão de mais uma fatia de território.

 

Como é óbvio, penso que se percebe que a minha posição contrária à independência do Kosovo nada tem a ver, quer com saudosismos da Jugoslávia, quer com a posição russa de não abrir precedentes, uma vez que, quanto à autodeterminação dos povos, todo o precedente é pouco.

 

E esta é uma posição que contrasta claramente com a hipocrisia de quem hoje defende o direito à autodeterminação dos supostos kosovares, quando em simultâneo contribui directa ou indirectamente para a opressão de povos reais que aspiram à sua independência.

 

Penso que ficam claros os meus motivos: pela autodeterminação dos povos, sempre. Mas dos povos de facto, não de farsas criadas pelo imperialismo europeu e norte-americano para justificar assaltos à soberania de nações, com o fito de as desmembrar e mais facilmente pilhar. Autodeterminação dos povos, sem dúvida, mas no kosovo não há kosovares, apenas sérvios e albaneses, com os seus respectivos países.




Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
Até parece que é novidade
Graças a esse prestimoso órgão de comunicação social nacional, o Diário de Notícias, ficamos a saber que só o PCP mantém agenda entre o Natal e o Ano Novo.

Essencialmente, somos informados que todos os líderes partidários, somando-se-lhes Sócrates e Cavaco, tiram férias do Natal até depois do Ano Novo, alguns aproveitando para passear um pouco no estrangeiro.

O que eu não percebo, embora naturalmente me dê um certo gozo ler isto num jornal, é o motivo de isto ser notícia. Então mas já não se sabe que o PCP não tira férias? Que a sua actividade dura o ano inteiro, organizada de forma a nunca parar por motivo de férias de militantes ou dirigentes?

Claro está, só num país em que os outros Partidos estão sempre de férias permanentes, fora os períodos eleitorais (sendo o Bloco uma pequena excepção, tendo uma certa actividade, exponencialmente empolada pela comunicação social), é que pode ser notícia o PCP não parar a sua actividade entre o Natal e o Ano Novo.

No fundo, é uma das diferenças fundamentais entre o PCP e os demais partidos, a diferença entre os Partidos eleitorais/parlamentares e um Partido de massas, que de forma a se manter como tal, mantém uma actividade diária nas empresas, nas escolas, nas ruas. Que, de resto, o distingue dos demais, aos olhos do povo português.

De igual modo, é uma barbaridade referir-se a Festa do Avante como a reentré política do PCP. Tal é feito por comparação com os demais Partidos, que metem férias quando a Assembleia da República também o faz. E é feito precisamente para ofuscar o facto do PCP manter uma intensa actividade também durante o Verão, precisamente porque não depende do Parlamento para ter actividade.

Desse modo, procura-se, como sempre, procurar diluir as diferenças de fundo entre o PCP e os demais Partidos.

À luz disso, esta não-notícia até acaba por ser um belo docinho de Natal.


Publicado por Alfredo às 15:27
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007
O Alegre paladino das liberdades
 

Manuel Alegre, o extraordinário, o avatar republicano, o glorioso, o paladino dos direitos, liberdades e garantias, o bastião da cidadania, o defensor incansável dos fracos e oprimidos, aquele a quem ninguém cala, o magnânimo, o guerreiro da democracia, o clarividente poeta de Abril, o pesadelo da partidocracia, o vigoroso crítico do autoritarismo, o luminoso independente, enfim, o semi-deus da República Portuguesa...

Alegre é tudo isto e muito mais. E mostra-o peremptoriamente, intervindo na discussão do Orçamento de Estado para 2008, na Assembleia da República.

Terá criticado o encerramento de serviços de saúde? A substituição de bolsas de estudo por empréstimos? O autoritarismo do Governo? O miserável estado da economia? Os ataques aos direitos dos trabalhadores?

Não. Tais questões não são dignas do Grande Alegre. A sua atenção dirige-se a preocupações muito mais graves. Vejam por vós mesmos.

PS: Não é novidade, foi há já um mês. No entanto, por um lado pelo ridículo da situação, pela fraude que representou o voto neste indivíduo para tantos, e porque ontem à noite falei desta intervenção na Assembleia com dois defensores do espécime, decidi escrever este artigo.


Publicado por Alfredo às 20:39
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
Jaques Gonçalves e a simpatia natalícia


Para quem não sabe, Jaques Gonçalves é o Presidente do Grupo Impala. Para quem também não sabe o que é o Grupo Impala, é nada menos que o proprietário de diversas publicações de qualidade reconhecida internacionalmente, por exemplo: Focus, Maria, Nova Gente, Vip, TV 7Dias, Segredos de Cozinha, Mulher Moderna, Crescer, Boa Forma, 100% Jovem e ainda A Próxima Viagem. Bem se vê, edições para a nata da intelectualidade nacional.

O problema é que, aparentemente, nem a intelectualidade nem a mediocridade nacional reconhecem a estas publicações o seu justo valor. Daí, o Grupo Impala encontra-se em periclitante situação económica.

Culpa? Naturalmente, os mesmos de sempre. Os trabalhadores do Grupo Impala que, como é óbvio, tal como todos os outros trabalhadores, denotam "falta de profissionalismo (...), em prejuízo dos demais e das empresas"
não fazem nada e só pensam no seu salário exorbitante, que ainda por cima devem querer aumentar.

Mas Jaques Gonçalves é magnânimo. Pensa em tudo, e decidiu aproveitar a época natalícia, porventura porque os seus trabalhadores se juntaram a toda a família, podendo então conjuntamente debater os seus pecados laborais, para anunciar a falta de dedicação dos pérfidos "colaboradores".

Claro está, Gonçalves é justo e não absolutista, pelo que não atribui a todos as mesmas culpas. Por exemplo, a si próprio não atribui culpa alguma. Nem sequer por só criar publicações abaixo do medíocre, para as encerrar de seguida, contratando e despedindo como quem muda de camisa. Naturalmente, a culpa não é sua, é do povo que não quer ler o que de melhor se publica no país.

Toda a sua justeza se manifesta na sua ira divina, quando anuncia que por quem trabalha mal pagará quem trabalha bem, em suma, "que pagará o justo e o pecador".

Essencialmente, todos os seus justos trabalhadores pagarão pelos pecados do seu patrão.

PS: O meu "patrão" é muito melhor, deu-me quatro prendas este Natal. Um saco, uma t-shirt, um guarda-chuva e ainda um pin. Tudo chiquérrimo. Já me estou a ver dia 25 a causar sensação quando for exibir-me no Dolce Vita.




Porcos, burros e outros burocratas


Portugal, por vezes, assiste a "acontecimentos", que me deixam na dúvida entre classificá-los como trágicos ou cómicos.


Lá para os lados de Álcacer do Sal, mais concretamente no Torrão (por acaso, mas só por acaso, onde irei para a passagem de ano: juro que não tenho nada a ver com o caso), um digníssimo suinicultor decidiu que a sua criação, sublinhe-se que ilegal, já não lhe serviria para nada, portanto virou costas, seguiu estrada fora rumo ao pôr do sol, e abandonou os animais, presos, para morrerem pela fome e pela sede.

Posto isto, um cidadão inconsciente decide intrometer-se no que não lhe diz respeito e denuncia a normalíssima situação. As autoridades vieram a encontrar cerca de cinco dezenas de suínos já mortos pela fome, e outros tantos a caminho de tal destino, que receberam nesse sentido uma ajudinha, tendo sido abatidos.

O cenário encontrado terá sido de tal forma dantesco, que o Laboratório de Defesa Biológica do Exército foi chamado para levar a cabo todos os procedimentos necessários, de forma a proteger a Nação desde verdadeiro ataque terrorista com armas biológicas. Por outro lado, talvez tenha sido apenas para (finalmente) justificar a criação do dito Laboratório.

O que é mesmo tragicómico é que as mesmas autoridades já tinham conhecimento da situação há nada mais nada menos que sete anos. Mas, claro está, nada podiam fazer. Repare-se:

"Cabe Á DGV legalizar as explorações. Mas este caso, nunca tendo sido legalizado, "não tinha de fechar", disse Lopes Jorge [responsável da Direcção Geral de Veterinária]. A mesma resposta foi avançada pela veterinária municipal Antonieta Santos, quando questionada sobre o porquê do tardio encerramento da exploração: "Nunca foi mandada fechar porque, oficialmente, nunca abriu.""

Fascinante. Mas o que eu não percebo, e agradeço imenso que me expliquem, é: se a exploração nunca existiu oficialmente, porque nunca abriu oficialmente, então nunca existiram oficialmente porcos, portanto nunca existiu oficialmente risco para a saúde pública, logo não havia necessidade de lá ir oficialmente Laboratório e demais autoridades, abater porcos que, oficialmente, nem sequer existiam. Intrigante...

Na verdade, dá nojo o produtor, que provavelmente nunca será acusado pelos seus actos, e dá também nojo a autoridade, que sempre soube da situação e nada fez, e mais nojo ainda a justificação inimaginável que encontraram.

Pior é pensar que tudo isto se integra na estrutura que (des)governa as nossas vidas.

Adenda: Aparentemente, ao que ouvi dizer, a veterinária municipal citada já havia denunciado a situação à DGV, sendo a citação a resposta que recebeu, sendo que nada terá feito por para tal não ter autoridade.



Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
Populares, Centristas e outros idiotas

Fica-se "agora" a saber que, para a Juventude Popular, a melhor forma de ultrapassar a "crise" e relançar a economia é mesmo... trabalhar à borla, acabando com o salário mínimo.


Depreende-se, à boa maneira da mão invisível, que o mercado de trabalho, como o da troca, é perfeitamente capaz de determinar a melhor relação salarial, a partir da oferta e procura de trabalho.


"Este preço mínimo tem dois efeitos muito claros no mercado de trabalho: impedir de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar por valor inferior a esse preço", diz. Por outro lado, acrescenta o documento, a fixação de um valor mínimo "impede de operar todas as empresas e serviços que não tenham a capacidade de remunerarem aquele montante".


E como, em Portugal, a crer na referida Juventude, já não vigora um modelo económico assente em baixos salários, estamos certos que essa relação será muito benéfica para os trabalhadores.


Poupem-me. Realmente, o Estado é um sacana, o povo disponível para trabalhar por cem euritos e o Estado não deixa. Mais, ainda por cima é responsável pelo encerramento de empresas, obrigando-as a pagar o balúrdio de 400 euros.


Os popularinhos esquecem-se é que se uma empresa hoje não pode pagar o salário mínimo, é porque viveu muito tempo assente precisamente nos baixos salários, modelo que hoje já não lhe assegura qualquer competitividade. O mesmo modelo que a JP declara ultrapassado, embora ao mesmo tempo "defenda" as empresas que não podem pagar esse valor...


Enfim, eles não são maus rapazes. São somente estúpidos (será), até afirmam que um jovem qualificado em Portugal ganha 1000 euros. Digam-me onde, que eu concorro já!


Faz-me lembrar outra imbecilidade, vinda da mesma origem, há já quase um mês.


O magnífico líder de tão douta Juventude, Pedro Moutinho, indignado, clama por justiça contra os incendiários das sedes do seu Partido, sequestradores dos seus militantes, bárbaros assassinos, no Verão Quente de 75. Responsáveis esses que, segundo afirma, contam entre as suas fileiras com "as bombas das FP 25 de Abril e políticos actuais como Francisco Louçã, Luís Fazenda, Jerónimo de Sousa, Odete Santos e Bernardino Soares".


Quanto às FP, foram criadas em 1980.

Quanto ao Bernardino, bem, o Bernardino é um sacana. Em 75 tinha apenas quatro anos, e já andava nessa vida, um revolucionário muito jovem, portanto.


Bernardino era um menino prodígio. Quatro anos e já era revolucionário.

Pedro Moutinho era um menino prodígio. Quatro anos e já era uma besta.

A Juventude Popular é sempre um prodígio. É sempre estúpida.



Publicado por Alfredo às 13:17
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Depois da prolongada ausência

Foram uns quantos meses em que nada escrevi. Essencialmente, tanto por falta de paciência, que tenho hoje um pouco mais, como por falta de tempo, que tenho hoje ainda menos.

Num novo alojamento, com algumas transformações, procurarei a partir de agora escrever mais regularmente. A parte de ter retirado alguns textos e alterado (ligeiramente) outros, a questão fundamental prende-se com o tipo de textos que serão publicados.

Se antes, fui escrevendo alguns textos de maior dimensão, o que hoje em dia já tenho de ler e escrever, por motivos de trabalho e estudo, retira-me disponibilidade para manter esse formato. Portanto, não negando a possibilidade de vir a continuar por vezes com alguns textos mais elaborados, a partir de agora o habitual serão os comentários à actualidade. Lamentavelmente, já perdi algumas coisas interessantes.

A quem se foi dirigindo ao antigo espaço, lamento a prolongada ausência, e espero que voltem a aparecer.



Publicado por Alfredo às 13:08
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Essencialmente, para o que me for apetecendo. Ideias sobre a sociedade, coisas da sociologia, análise de questões políticas... Comentários à actualidade, assuntos pessoais relativizados e quando me apetecer, também dá para chatear alguém.
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Sociólogo, 28 anos, residente em Coimbra. Bolseiro de investigação na área do insucesso e abandono escolares no Ensino Superior. Mestrando em "Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo".
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